É da Alemanha que vem um grande exemplo a seguir para evitar os abandonos.
Esta notícia que anexo no meu blog, editada no Publico, demonstra que todos têm direito à vida e isso é a nossa obrigação enquanto cá estamos.
Alemanha: Animais afectados pela crise têm "sopa dos pobres"22.09.2009
Há cães grandes como um labrador e pequenos como um pekinois . Há pastores-alemães, jack russel ou rafeiros. Os donos, tal como os animais, são todos diferentes: idosos, mulheres jovens, homens, famílias, grupos de punks com meias rasgadas. Uns estão desempregados, outros doentes ou sem abrigo, bastantes reformados: pessoas que, por uma razão ou por outra, ficaram sem o rendimento habitual e recorrem à Tiertafel, uma espécie de sopa dos pobres para os animais.
Na antiga escola de Treptow, uma zona de Berlim Leste bastante periférica, dezenas de pessoas esperam a sua vez com mochilas e sacos para levar ração e biscoitos, e não só para cães e gatos: o banco alimentar tem comida para pássaros, hamsters, porquinhos da Índia... "e agora até temos um cavalo", diz Mike Schäfer, um dos voluntários. Antes de receberem a comida, os donos dos animais tiveram de se registar, mostrando comprovativos de rendimento - pensões de reforma, subsídio de desemprego ou outras prestações sociais. Outra condição é que não tenham acabado de adquirir o animal. A sopa dos pobres dos animais abriu em Berlim em Outubro de 2008, e há já outras iniciativas em várias cidades alemãs. Em Berlim são ajudados uns 800 donos com cerca de 2125 animais; a nível nacional são oito mil donos. Cada sábado, cerca de dez voluntários estão na antiga escola para ajudar a distribuir os cerca de 900 quilos de comida que vêm de doações das empresas que produzem comida de animais - "quando vêem que o prazo está quase a acabar e já não podem vender dão-nos", explica Mike Schäfer. Também há muitas doações individuais, em comida, trelas, brinquedos, tudo e mais alguma coisa. Com a crise, muitas pessoas deixam de ter hipótese de tratar os seus animais, e cada vez mais são abandonados. A ideia da Tiertafel é que as pessoas que perderam o rendimento habitual - e passaram a contar só com os 350 euros do subsídio de desemprego - possam manter os seus animais. Claudia, uma mulher de 50 anos que parece mais jovem sobretudo por causa do cabelo meio rasta - embora discreto, apanhado no alto da cabeça - e que prefere não dizer o apelido, está nesta posição: de um emprego normal passou a receber a ajuda do Estado para desempregados de longa duração - 350 euros, para os desempregados de curta duração o subsídio é bastante maior - e isso não é suficiente. Confessa que alimenta o seu cão com a ração que vai levar daqui e com restos de carne que os supermercados deitam fora, um dia após o fim do prazo. Tommy Pohle, um engenheiro informático magro de óculos redondos e postura zen, conta que o trabalho que faz já não lhe dá o suficiente para si, a mulher, que entretanto ficou doente, os dois filhos, a cadela e o gato. A Tiertafel faz com que consiga manter os animais bem alimentados. "Temos ajuda do Estado, claro, mas não chega para tudo", sorri, olhando para a cadela. Foi afectado pela crise? "Bem, sem dúvida que há dois anos estava muito melhor." Veterinário também"Não tenho emprego e o cão tem de comer", resume Lutz Klimpel, um outro engenheiro informático de rabo de cavalo grisalho e chapéu de abas, que tenta controlar um pastor-alemão especialmente enérgico. "Ajuda muito, são 20 ou 30 euros por mês que poupo - e sem emprego é preciso poupar em tudo." Sabine Guthke é mais jovem mas está com o mesmo problema de desemprego já há dois anos. "Antes pintava paredes mas agora não há trabalho por causa da crise", diz. "Não temos muito dinheiro para tratar dos animais" - ela tem um cão e um gato - "assim é muito bom podermos ter a comida". E há ainda um veterinário que vem de vez em quando, uma vantagem preciosa, diz Sabrine: "Mas espero não ter de vir cá sempre. Espero conseguir um trabalho depressa e poder passar a ter dinheiro para tratar deles". Mas Sabine não tem grandes expectativas de que as eleições de domingo tragam alterações. "Vou votar, mas não vai mudar grande coisa". Também o informático Klimpel diz que os partidos estão "cada vez mais iguais", e "a grande coligação vai manter-se e não vai necessariamente fazer grande coisa". Claudia gostava que "as coisas mudassem" e que houvesse uma coligação vermelho-vermelho verde (sociais-democratas, Die Linke, Verdes), a única que iria "atacar os bancos que nos puseram nesta embrulhada".
http://ecosfera.publico.pt/noticia.aspx?id=1401769
Publicado hoje na edição impressa
"Se tens um coração de ferro, bom proveito. O meu, fizeram-no de carne, e sangra todo o dia." José Saramago
https://www.facebook.com/associacao.animad
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quinta-feira, 24 de setembro de 2009
segunda-feira, 21 de setembro de 2009
O meu AMIGO BOBY, agora LASCO!!!!

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Recordem-se do Boby, o cão que encontramos no Caniço de Baixo, coberto de carraças? Caso não se recordem, vejam as publicações de 17 e 23 de Maio do meu blog.
Pois é...recebi estas fotos da minha amiga Doris e é mesmo o nosso Boby! Agora, os novos donos deram-lhe o nome de Lasco.
O nosso amigo está bem e feliz! Encontrou, finalmente e depois de tanto sofrimento, donos que o amam.
Não resisti e chorei de emoção quando vi estas fotos!
Pelos menos...mais um...ajudei a salvar...
É pouco, poderão estar a pensar. Mas, e se todos salvassem um, quantos salvaríamos no final?
Fica bem Lasco (Boby) e recebe um grande abraço, coberto de carinho dos teus amigos da Madeira!
Natália Vieira
quarta-feira, 16 de setembro de 2009
18 Setembro - Luto contra o Abandono

"O Verão é tempo de férias e alegria, mas também de tristeza, para quem gosta realmente de cães. É nesta época do ano que se dão mais abandonos e a vida de muitos cães não volta a ser o que já foi.
Perdem o lar, a família que tinham e, em muitos casos, até a vida. É sem dúvida um fim de história muito triste, uma vez que, um lar e uma família são fundamentais para que um cão seja FELIZ.
Esta podia ser apenas mais uma história pronta a cair no esquecimento, mas se os animais também aprendem porque não podemos nós fazer o mesmo e, aproveitando esta oportunidade, ajudar a transformar os erros do passado na expectativa de um futuro melhor, para os cães, mas também para nós enquanto seres humanos.
É essa a razão porque contamos consigo e esperamos que participe neste movimento, passando a palavra e ajudando a espalhar uma onda de sensibilização com base em gestos simples, boa vontade e o desejo de poder transformar em sorrisos as lágrimas de muitos cães."
Existem muitas formas de participar e demonstrar o seu Luto contra o Abandono. Pode divulgar o movimento e o site de 1 a 18 de Setembro, dia escolhido para o culminar desta acção e no qual o seu apoio será fundamental para que consigamos mudar o rumo da vida destes cães.
Assim, no dia 18, para além da imagem e ou assinatura que utilize no seu perfil online, seria importante que imprimisse a imagem da campanha e a afixasse em local visível, como por exemplo na janela do seu carro e utilizasse roupa preta.
Basta clicar para fazer o download da imagem, disponível em diversos formatos, de modo a que possa utilizá-la em redes sociais e nos meios convencionais como poster/impressão. Sempre que possível, divulgue também a assinatura deste movimento:
18 DE SETEMBRO – LUTO CONTRA O ABANDONO. NÃO OS ABANDONE TAMBÉM AO ESQUECIMENTO."
http://www.petnet.iol.pt/lutocontraoabandono/participe.html
Esta próxima sexta feira, 18 de Setembro de 2009, é o dia do LUTO CONTRA O ABANDONO .
Apelo, para que todos participem nesta data, que foi criada com o objectivo de sensibilizar as pessoas, para este flagelo, que é o abandono animal no nosso país, na nossa Ilha.
Deixemos de ser os seres vivos, únicos dependentes dos progenitores até à idade adulta, que abandonem, por diversos motivos, os outros seres que amam.
Um dia, quando passarem na rua e encararem um animal abandonado,
Quando olharem bem dentro dos olhos desse animal,
Quando sentirem a doçura desse olhar...o apelo...o pedido de ajuda...
Quando se sentirem responsáveis...mesmo sem o serem...
Quando sentirem vontade de ajudar...
Quando sentirem um nó na garganta, uma revolta, um grito estrangulado...
Quando isso acontecer...
Qonsiderem-se um dos Amigos dos Animais.
Ganham vocês...ganham os animais...
Esta Sexta feira...eu vou participar!
Vou vestir toda de preto, todo o dia.
Depois, ao final do dia, vou fazer um passeio pela zona do Lido, Funchal, com alguns amigos...
É um passeio dos Amigos dos Animais, um simples passeio do silêncio marcado pelo preto, marcado pelo luto.
Poderão até ser uma...duas...ou três pessoas...
Não importa.
Importante é que, estas, estarão lá.
Manifestem a vossa revolta contra o abandono e os mal tratos dos animais!
Façam à vossa maneira, mas façam!
Utilizem os posters que estão disponíveis no site indicado.
Imprimem! Sensibilizem!
Quando o Homem quer...consegue...e todos nós vamos conseguir, melhorar o nosso espaço de Mundo, nesta nossa existência.
Natália Vieira
domingo, 13 de setembro de 2009
Enviem para os mails em baixo para ver se o pessoal da política faz algo de útil.

Ex.mos. Senhores,
Venho por este meio solicitar a V. Exs. a correcção definitiva e em larga escala da situação desumana e selvagem que se vive no canil/gatil municipal de Lisboa.
Este canil não está sequer a cumprir a legislação nacional (DL-315/2003) e comunitária à qual é obrigado. Gostaria muito que V. Exs tornassem públicas as medidas concretas que pretendem tomar relativamente a este assunto, bem como o prazo para o cumprimento das mesmas.
É inaceitável que o único canil/gatil Municipal, apenas tenha acesso a quem tiver carro, pois o comum munícipe que utilizar transportes públicos tem que percorrer com risco de ser atropelado pela berma de uma estrada sem passeio ou outras condições durante cerca de 1,5 km, quando se poderia aceder pela parte de cima do canil, se aí se construísse um acesso que levaria directamente ás paragens de autocarro que servem o parque do Alvito!
Para tal bastaria a construção de um percurso pedonal, em escada talvez até utilizando os toros provenientes da limpeza da mata adjacente, seria uma opção barata e muito ecológica, para além de permitir o acesso a todos os Munícipes!
Esta situação, apesar da publicidade no site da CML , é por si, um factor de exclusão da maior parte da população em aceder aos serviços aí prestados!
Corrigir o modo de funcionamento do canil/gatil da CML é uma questão de princípio básico civilizacional. Diria mesmo uma questão de cultura e de humanismo.
Em finais de 2006 e já em 2007 muitos cidadãos denunciaram a desumanidade vivida no canil/gatil municipal de Lisboa, tendo-se testemunhado:
. cães presos a pequenas correntes - por vezes presas em 2 elos -, que os impediam de se deitar, beber ou comer convenientemente;
. recipientes de comida cheios de dejectos (diarreia) que só são limpos à hora estipulada para a limpeza e são deixados assim até à limpeza seguinte, que pode ser no outro dia;
. cães de grande porte que mal cabem nas próprias boxes;
. mangueiradas diárias de água gelada em TODOS os cães nas boxes, que ficam em pleno Inverno encharcados 24h por dia, adoecendo gravemente com pneumonia numa semana;
. uma altíssima percentagem de animais saudáveis que adoecem em poucos dias;
. falta de condições de higiene (e.g., sala dos gatos);
. base de dados de animais muito deficiente e falta de campanhas para adopção em locais de grande acesso para a população;
. gatos e cachorros mantidos em jaulas de metal minúsculas, sem luz, com paredes de metal e bases de grade (onde partem as patas que aí entalam com pânico);
. gatas que dão à luz nestas mesmas "jaulas" sem qualquer conforto e recém nascidos espezinhadas pelos outros ocupantes provenientes de outras capturas;
. animais mortos em caixotes a céu aberto;
. inúmeros testemunhos de maus-tratos sobre animais, patentes nas feridas não tratadas;
. um cão mantido numa cela há mais de 1 ano, com músculos atrofiados por não se poder movimentar e cujas unhas encaracoladas (de compridas) se cravavam nas almofadas das patas, o qual era pontapeado até à consulta por não conseguir andar;
. eutanásia de animais nas próprias boxes;
Esta descrição continua actual hoje passados TRÊS ANOS, isto com a degradação do espaço e a sua utilização deficiente em comparação com o modelo/planta afixado à entrada das instalações onde até consta uma sala de estar para os Munícipes que aí se deslocassem isto fica bem no papel, pois na realidade aguarda-se junto ao portão por vezes horas, dependendo da afluência (e da pouca vontade dos funcionários), ao sol ou à chuva dependendo das condições climatéricas!!
Esta descrição não é compatível com a definição de canil municipal de um país europeu civilizado.
É uma verdadeira vergonha para a capital de um país que neste momento tem até a presidência da União Europeia.
A correcção desta situação é uma obrigação basilar de qualquer autarca.
Há óptimos exemplos em Portugal e em muitos outros países que provam ser possível um modelo de gestão humano e condigno.
É isso que defendo para o município de Lisboa.
Esperando uma atitude concreta e justa por parte de V. Exs., aguardo então a divulgação pública dos vossos planos de remodelação do canil/gatil da Câmara Municipal de Lisboa, a discussão pública deste assunto e a tomada de medidas concretas para corrigir esta situação.
Aguardando a vossa resposta
Com os meus mais respeitosos cumprimentos
Nome: ...
Freguesia (opcional): ...
Por favor, fazer circular esta carta tipo para que se possa mudar as condições lamentáveis, em que o canil se encontra!
Para:
gp_ps@ps.parlamento.pt,
gp_psd@psd.parlamento.pt,
blocoar@ar.parlamento.pt,
gp_pcp@pcp.parlamento.pt,
gp_pp@pp.parlamento.pt,
PEV.correio@pev.parlamento.pt,
mpt@mpt.pt,
josesafernandes@lisboaegente.net,
bloco.esquerda@bloco.org
ppm.geral@sapo.pt,
geral@cidadaosporlisboa.org,
lisboa@pnr.pt,
info@pnd.pt
amlppd_psd@cm-lisboa.pt
aml.ps@cm-lisboa.pt
aml.pcp@cm-lisboa.pt
aml.be@cm-lisboa.pt
aml.osverdes@cm-lisboa.pt
municipe@cm-lisboa.pt
segunda-feira, 7 de setembro de 2009
Humanidade...que futuro?

O conceito de “beleza”, independentemente de ser verdadeira ou artificial, interior ou superficial, é sugado de uma forma estonteante pela sociedade actual.
Todos nós amamos a beleza e precisamos dela na nossa vida. Agora, a forma como a olhamos e a encaramos, pode influenciar o nosso dia a dia e a sociedade em si.
A mostra canina, nos Jardins do Lido no Funchal demonstrou isso mesmo.
Ali estava a face, a “verdade” que todos querem ver e mostrar.
A face da perfeição e do exemplar;
A face da promoção e do comercio de animais.
Uma vez mais, os cérebros dos senhores governantes desta ilha, todos perfilando a mesma ideologia falavam ao Zé povinho, da urgência das campanhas de esterilizações.
Pois… falar é muito bonito… agora ter os ditos cujos no respectivo lugar, para avançar com essa tão ansiada campanha é mais complicado!
Ali naquele recinto, pais com criancinhas e “amantes da beleza”, deslumbraram-se com as estrelas do dia, os cães bonitos, bem alimentados, na grande maioria cães de raça.
Acho lamentável que ainda se comprem animais, cães e gatos, quando temos centenas… milhares no corredor da morte...
O “rafeiro” da Madeira é um cão dócil, muito amigo do seu dono e de uma dedicação impressionante!
Para quem quiser comprovar isso, é só ir ao Canil da SPAD e ver, sentir, os olhos de todos aqueles animais fixos no nosso interior, tentando encontrar uma pontinha de sentimento que os ajude.
São olhos de pedido de socorro…
São olhos que transbordam tristeza e aflição…
São olhos que nos prometem o mundo...
Anualmente 3.000 mil animais são eutanasiados nesta Pérola do Atlântico, nas instalações da SPAD!
3000 Animais (os que são contabilizados)!!! 3000 animais numa Ilha com uma simples área de aproximadamente 740 Km2!
Como se já não bastasse os abandonos, os maus tratos as criações caseiras por falta de conhecimento, ignorância ou de dinheiro e os envenenamentos por parte de gente sem escrúpulos, inclusive por funcionários de autarquias, ainda se permite que, criadores de cães e gatos, sem controlo absolutamente nenhum, lancem ninhadas para o mercado a custos, muitos deles exorbitantes!
Pergunto-me o que acontecem às ninhadas de cães e gatos de raças que não são vendidos a tempo e a horas por esses senhores?
O que acontece a muitos dos cães comprados, quando deixem de ser uma novidade na família?
É simples...acabam na rua ou na SPAD para serem eutanasiados. Fazem parte dos 3000 que passam pela SPAD, sem contar com os muitos que morrem nas ruas sem serem contabilizados.
E, o povo superior, continua a assobiar para o lado e a deixar a banda passar.
É compreensível! Este povo, tem outros interesses, têm outros objectivos!
Ver passeá-los com um rafeiro!
Não! Isso seria péssimo para a sua imagem!
Colocar um rafeiro no banco da sua alta máquina!
Não! Isso não combinava!
Frequentemente, tenho que me controlar imenso, e infelizmente nem sempre consigo, quando por vezes ao passar na rua, vejo um papá ou uma mamã, puxar o braço da criança para que ela não faça um carinho no cão que, deitado a um cantinho da estrada, anseia por um carinho ou um pouco de comida.
O mais caricato é que, actualmente, fugimos das caraças e das pulgas e cada vez mais, somos mortos por doenças que o próprio humano criou.
Toco e acarinho um animal de rua e tiro-lhe uma caraça se isso por necessário!
Desde criança que fui educada com animais isso nunca prejudicou o meu crescimento, a minha “beleza” nem o meu status na sociedade (também se prejudicar estou pouco me incomodando para isso), pelo contrário ajudou-me imenso a crescer e a me transformar naquilo que sou hoje.
Lavar as mãos é algo que deve fazer sempre parte da nossa higiene diária e não somente aquando uma onda de notícias sobre uma epidemia de gripe!
O problema, somos nós que não conseguimos ainda viver em sociedade!
Temem tocar num animal e não pensam na higiene das pessoas que cumprimentam, e tocam no dia a dia!
Temem uma doença transmitida por um animal e andam por aí a desafiar a SIDA e as Hepatites!
Não permitem que as crianças entrem em contacto com a Natureza e com os animais inclusive, e criam crianças cada vez mais dependentes de antibióticos para curar uma simples constipação!
Crianças dependentes de computadores, de jogos que crescem sem respeitar…amar e compreender a mãe Natureza.
Tive o grande privilégio de, desde criança, crescer ao lado de gatos e de cães. Estes seres sempre fizeram parte da minha vida.
Nem sempre existiu dinheiro para rações nem para veterinários e os tratamentos de urgência eram feitos por nós.
Sempre detestei cães amarrados e era uma luta constante manter os cães livres. Meus pais amarrarem e eu, escondida, retirava as correntes e oferecia-lhes a liberdade, nem que fosse por umas horas.
Bem, o problema é que nem sempre isso acabava bem. De vez em quando sentia o cinto ou o vime nas minhas pernas, mas nunca desistia e uma hora mais tarde lá andavam os cães soltos novamente.
Penso que toda a criança, tem que ter contacto com os animais, tem de apreender a respeitá-los e a amá-los como parte integrante da Vida deste Planeta.
Se isso não for induzido às nossas crianças, a Humanidade corre o risco de estar a transformar-se numa geração de humanóides.
Vamos todos reflectir um pouco, sobre o que fazemos para preservar a Vida neste Planeta Terra.
Todos nós amamos a beleza e precisamos dela na nossa vida. Agora, a forma como a olhamos e a encaramos, pode influenciar o nosso dia a dia e a sociedade em si.
A mostra canina, nos Jardins do Lido no Funchal demonstrou isso mesmo.
Ali estava a face, a “verdade” que todos querem ver e mostrar.
A face da perfeição e do exemplar;
A face da promoção e do comercio de animais.
Uma vez mais, os cérebros dos senhores governantes desta ilha, todos perfilando a mesma ideologia falavam ao Zé povinho, da urgência das campanhas de esterilizações.
Pois… falar é muito bonito… agora ter os ditos cujos no respectivo lugar, para avançar com essa tão ansiada campanha é mais complicado!
Ali naquele recinto, pais com criancinhas e “amantes da beleza”, deslumbraram-se com as estrelas do dia, os cães bonitos, bem alimentados, na grande maioria cães de raça.
Acho lamentável que ainda se comprem animais, cães e gatos, quando temos centenas… milhares no corredor da morte...
O “rafeiro” da Madeira é um cão dócil, muito amigo do seu dono e de uma dedicação impressionante!
Para quem quiser comprovar isso, é só ir ao Canil da SPAD e ver, sentir, os olhos de todos aqueles animais fixos no nosso interior, tentando encontrar uma pontinha de sentimento que os ajude.
São olhos de pedido de socorro…
São olhos que transbordam tristeza e aflição…
São olhos que nos prometem o mundo...
Anualmente 3.000 mil animais são eutanasiados nesta Pérola do Atlântico, nas instalações da SPAD!
3000 Animais (os que são contabilizados)!!! 3000 animais numa Ilha com uma simples área de aproximadamente 740 Km2!
Como se já não bastasse os abandonos, os maus tratos as criações caseiras por falta de conhecimento, ignorância ou de dinheiro e os envenenamentos por parte de gente sem escrúpulos, inclusive por funcionários de autarquias, ainda se permite que, criadores de cães e gatos, sem controlo absolutamente nenhum, lancem ninhadas para o mercado a custos, muitos deles exorbitantes!
Pergunto-me o que acontecem às ninhadas de cães e gatos de raças que não são vendidos a tempo e a horas por esses senhores?
O que acontece a muitos dos cães comprados, quando deixem de ser uma novidade na família?
É simples...acabam na rua ou na SPAD para serem eutanasiados. Fazem parte dos 3000 que passam pela SPAD, sem contar com os muitos que morrem nas ruas sem serem contabilizados.
E, o povo superior, continua a assobiar para o lado e a deixar a banda passar.
É compreensível! Este povo, tem outros interesses, têm outros objectivos!
Ver passeá-los com um rafeiro!
Não! Isso seria péssimo para a sua imagem!
Colocar um rafeiro no banco da sua alta máquina!
Não! Isso não combinava!
Frequentemente, tenho que me controlar imenso, e infelizmente nem sempre consigo, quando por vezes ao passar na rua, vejo um papá ou uma mamã, puxar o braço da criança para que ela não faça um carinho no cão que, deitado a um cantinho da estrada, anseia por um carinho ou um pouco de comida.
O mais caricato é que, actualmente, fugimos das caraças e das pulgas e cada vez mais, somos mortos por doenças que o próprio humano criou.
Toco e acarinho um animal de rua e tiro-lhe uma caraça se isso por necessário!
Desde criança que fui educada com animais isso nunca prejudicou o meu crescimento, a minha “beleza” nem o meu status na sociedade (também se prejudicar estou pouco me incomodando para isso), pelo contrário ajudou-me imenso a crescer e a me transformar naquilo que sou hoje.
Lavar as mãos é algo que deve fazer sempre parte da nossa higiene diária e não somente aquando uma onda de notícias sobre uma epidemia de gripe!
O problema, somos nós que não conseguimos ainda viver em sociedade!
Temem tocar num animal e não pensam na higiene das pessoas que cumprimentam, e tocam no dia a dia!
Temem uma doença transmitida por um animal e andam por aí a desafiar a SIDA e as Hepatites!
Não permitem que as crianças entrem em contacto com a Natureza e com os animais inclusive, e criam crianças cada vez mais dependentes de antibióticos para curar uma simples constipação!
Crianças dependentes de computadores, de jogos que crescem sem respeitar…amar e compreender a mãe Natureza.
Tive o grande privilégio de, desde criança, crescer ao lado de gatos e de cães. Estes seres sempre fizeram parte da minha vida.
Nem sempre existiu dinheiro para rações nem para veterinários e os tratamentos de urgência eram feitos por nós.
Sempre detestei cães amarrados e era uma luta constante manter os cães livres. Meus pais amarrarem e eu, escondida, retirava as correntes e oferecia-lhes a liberdade, nem que fosse por umas horas.
Bem, o problema é que nem sempre isso acabava bem. De vez em quando sentia o cinto ou o vime nas minhas pernas, mas nunca desistia e uma hora mais tarde lá andavam os cães soltos novamente.
Penso que toda a criança, tem que ter contacto com os animais, tem de apreender a respeitá-los e a amá-los como parte integrante da Vida deste Planeta.
Se isso não for induzido às nossas crianças, a Humanidade corre o risco de estar a transformar-se numa geração de humanóides.
Vamos todos reflectir um pouco, sobre o que fazemos para preservar a Vida neste Planeta Terra.
Alguém um dia escreveu que a espécie Humana eram os parasitas deste Planeta. Acreditamos?
Natália Vieira
quinta-feira, 3 de setembro de 2009
Lindo!





Where you lead, I will follow...best friends Suryia the orang-utan and Roscoe the Blue Tick hound.
Doggy paddle's the order of the day here for the couple who live at the Tigers sanctuary in Myrtle Beach, South Carolina.Suryia and Roscoe spend hours together every day - they're particularly keen on swimming.
The two mates see the funny side of most things.
There's always time to chill.
For once, Roscoe's letting it all hang out.
The three-year-old orangutan goes everywhere with Roscoe.A dog's not just a man's best friend, he's an orang-utan’s too!!
Doggy paddle's the order of the day here for the couple who live at the Tigers sanctuary in Myrtle Beach, South Carolina.Suryia and Roscoe spend hours together every day - they're particularly keen on swimming.
The two mates see the funny side of most things.
There's always time to chill.
For once, Roscoe's letting it all hang out.
The three-year-old orangutan goes everywhere with Roscoe.A dog's not just a man's best friend, he's an orang-utan’s too!!
quarta-feira, 2 de setembro de 2009
18 de Setembro - LUTO CONTRA O ABANDONO DOS ANIMAIS!
domingo, 30 de agosto de 2009
Notícia no Jornal da Madeira
(...) Há muito lixo no mar
A cidade do Funchal é muita limpa. Disso, Wilfred Pilzer não tem dúvidas. Mas as ribeiras, essas continuam a trazer muito lixo despejado pelos munícipes. Este instrutor de mergulho lamenta a falta de civismo daqueles que, tendo contentores, serviço municipal de limpeza e todos os serviços essenciais para manterem a sua cidade limpa, continuam a optar por deitar o lixo nas ribeiras.Há quem diga que o mar “leva tudo”. Mas não é bem assim. Primeiro, o que o mar leva, também traz. Para além disso, a maioria do lixo deitado ao mar não é degradável. «Vê-se uma quantidade enorme de sacos e de outras coisas que matam, por exemplo, tartarugas. Há dias, vimos uma tartaruga que tinha plástico na boca», explica o instrutor.Por isso e tendo em conta as magníficas “paisagens” subaquáticas que a Madeira tem para oferecer, Wilfred Pilzer apela a que os madeirenses tenham mais cuidado com a forma como se desenvencilham do lixo.«Ainda este Verão, houve um dia que fui com mergulhadores até a Madalena do Mar. E ao longo do percurso de barco, vimos, em toda esta extensão (do Carlton até a Madalena), montes de lixo. Vimos muitos sacos de plástico, garrafas e outros detritos que não dignificam, em nada, a imagem da Madeira. É uma pena porque os nossos mares têm uma diversidade de peixes que muitos outros destinos não têm», conclui este instrutor certificado pela PADI (uma associação internacional, constituída de resorts de mergulho recreativo e snorkel).(...)
http://www.jornaldamadeira.pt/not2008.php?Seccao=17&id=132140&sdata=2009-08-30
A cidade do Funchal é muita limpa. Disso, Wilfred Pilzer não tem dúvidas. Mas as ribeiras, essas continuam a trazer muito lixo despejado pelos munícipes. Este instrutor de mergulho lamenta a falta de civismo daqueles que, tendo contentores, serviço municipal de limpeza e todos os serviços essenciais para manterem a sua cidade limpa, continuam a optar por deitar o lixo nas ribeiras.Há quem diga que o mar “leva tudo”. Mas não é bem assim. Primeiro, o que o mar leva, também traz. Para além disso, a maioria do lixo deitado ao mar não é degradável. «Vê-se uma quantidade enorme de sacos e de outras coisas que matam, por exemplo, tartarugas. Há dias, vimos uma tartaruga que tinha plástico na boca», explica o instrutor.Por isso e tendo em conta as magníficas “paisagens” subaquáticas que a Madeira tem para oferecer, Wilfred Pilzer apela a que os madeirenses tenham mais cuidado com a forma como se desenvencilham do lixo.«Ainda este Verão, houve um dia que fui com mergulhadores até a Madalena do Mar. E ao longo do percurso de barco, vimos, em toda esta extensão (do Carlton até a Madalena), montes de lixo. Vimos muitos sacos de plástico, garrafas e outros detritos que não dignificam, em nada, a imagem da Madeira. É uma pena porque os nossos mares têm uma diversidade de peixes que muitos outros destinos não têm», conclui este instrutor certificado pela PADI (uma associação internacional, constituída de resorts de mergulho recreativo e snorkel).(...)
http://www.jornaldamadeira.pt/not2008.php?Seccao=17&id=132140&sdata=2009-08-30
sábado, 29 de agosto de 2009
quarta-feira, 26 de agosto de 2009
Natureza no seu melhor !!

Fez calor no sul da Australia durante mais de uma semana... + 44°C cada dia, muito seco. Um homen que vive em Maude, recebeu estas fotos da sua mulher.Um pequeno Koala veio até ao alpendre da parte de trás da casa, para obter um pouco de sombra e ficar um pouco ao abrigo do calor. A mulher encheu um balde de água e olhem o que aconteceu...
segunda-feira, 24 de agosto de 2009
Grande exemplo! Muito bem!
Um e-mail que me enviaram e que gostaria de partilhar convosco.
Um exemplo digno a seguir!
Faria o mesmo se tivesse mais dinheiro, mas...
Consultem
Natália Vieira
A maior parte dos cães do Parque da Terra Nova têm problemas de saúde
Parque da Terra Nova, em Riba de Ave...
Animais abandonados: 60 cães vivem num asilo criado por empresária de Famalicão 22.08.2009 - 12h51 Lusa
Há dois anos que uma empresária acolhe, no Parque da Terra Nova, cães doentes, abandonados e maltratados e dá-lhes comida, medicamentos e liberdade. "Na prática, a minha casa é uma espécie de lar para cães doentes e abandonados", referiu Paula Ferreira, a criadora do Parque da Terra Nova, em Riba de Ave, Famalicão.Empresária têxtil durante um quarto de século, Paula Ferreira começou a adoptar cães há cerca de dois anos. Primeiro tomou conta de cães que amigos encontravam abandonados. Depois alguns veterinários começaram a pedir-lhe receber cães com doenças graves ou abandonados pelos donos nos consultórios. "Actualmente tenho 60 cães e tenho a noção de que não posso aceitar mais nenhum. Implica um auto-controle muito grande", frisou a responsável pela quinta. Das seis dezenas, contam-se pelos dedos de uma mão os que não têm problemas de saúde. "Tenho vítimas de acidentes de viação, de acidentes de caça, de maus-tratos, tenho cães mancos, cegos, com AVCs e até um cão que foi abusado sexualmente", relatou.Nomes para todos Todos os cães têm nome e, tanto Paula Ferreira, como a prima Alexandra Oliveira, também responsável pelo projecto, sabem a história de vida de cada animal. No blogue Parque da Terra Nova (http://parquedaterranova.com/), são contadas as histórias de vida de cada um dos cães e são pedidos "padrinhos e madrinhas" para os animais. Em 2010 deverá ser publicado o livro "Alma de Cão", com o relato das vidas atribuladas de cada animal. Para alimentar 60 cães, só em ração, carne e arroz, são gastos 350 euros por semana que saem do orçamento familiar da dona da quinta e das ajudas financeiras e em géneros que vão chegando a Riba de Ave. Todas as noites, Paula Ferreira com a ajuda da família e de um empregado, prepara três panelas de comida. "Os cães estão divididos por grupos e cada grupo tem a sua hora de comer, de andar à solta pela quinta e de recolher", disse. A ordem é mantida para criar rotinas e, sobretudo, por uma questão de organização do trabalho de alimentar, brincar e passear com 60 cães. Episódios de violênciaDe todas as histórias, algumas sobressaem pela violência. Em 2004, chegou ao parque um doberman com as patas arqueadas e definhadas. "Era um cão reprodutor que um criador manteve numa jaula pequena durante muitos anos e o animal não se podia esticar. Ficou com as patas tortas para toda a vida", revelou Paula Ferreira. No mesmo ano, o parque acolheu Julieta, uma cadela que estava no canil do Porto para ser abatida. "Disseram-nos que tinha mordido a um agente da PSP, que era muito perigosa e até tivemos que assinar um termo de responsabilidade para a trazer", recorda, enquanto afaga a cadela, "uma das mais dóceis da quinta". A Preta Grande (na quinta, há mais duas cadelas com o nome Preta), cruzada de pit-bull, é um exemplo de dedicação. "O dono era um toxicodependente que morreu com sida. Enquanto esteve no hospital, os amigos levavam-lhe fotografias da cadela e parecia ser o único estímulo a que o doente reagia", recorda a dona do asilo de cães. Do Parque da Terra Nova nenhum animal é vendido. "Já demos alguns cães para adopção mas seleccionamos muito bem as famílias onde vivem porque não fazemos negócio com a vida dos cães", garante Paula Ferreira...
quarta-feira, 19 de agosto de 2009
Hoje perdemos a Joana...
Permitem-me desabafar com vocês uma perda...
A vida é mesmo assim e, independentemente da espécie a que pertençamos, viemos a este mundo para viver e morrer.
É com o coração numa lástima e com as lágrimas nos olhos que dou-vos a conhecer a nossa amiga Joana que já não está mais cá.
Sinto que já esgotei as lágrimas logo, escrever é a forma de libertar o peso no meu coração.
A Joana, surgiu na nossa casa vinda do nada.
Era selvagem e sempre que tentávamos fazer um carinho era arranhadela na certa.
Adorava biscoitos e a seu posto preferido era na janela da minha cozinha onde uma tacinha dessas iguarias aguardava a nossa amiga constantemente.
Com o passar do tempo, lá eu e o António, conseguíamos começar a fazer um carinho na cabeça dela mas, sem exageros.
Respeitava-nos mas gostava do seu espaço. O seu carinho preferido era umas cabeçadas nas nossas pernas e uma arranhadela de vez em quando.
Adorava dormir dentro do carro na garagem!
Adorava beber água nas torneiras!
Adorava dar bolachadas no resto da gataria lá de casa!
Um dia deixou de comer e apercebemo-nos que era dos dentes.
Na Vetmedis extraíram-lhe os dentes e descobriram que a Joana era um XXY, uma espécie rara de gato que tem os dois sexos.
Para nós, continuou a ser a nossa Joana.
Ficou boa, veio para casa e foi feliz na nossa casa.
Hoje...infelizmente...morreu...
Ficou presa numa entrada de água e quando a tentamos salvar, era tarde demais...não conseguiu sobreviver vindo a morrer.
Não merecia morrer desta forma tão drástica!
Perdi uma amiga, perdi parte de mim...
A Joana, permanecerá dentro dos nossos corações, como continuam todos os outros animais, que morreram sem que conseguíssemos salvá-los.
Obrigada Joana por tudo o que nos ofereceste na tua passagem pela nossa vida! Cá em casa, vamos todos sentir muito a tua falta!
Um dia, sei que voltarás no espírito de um outro animal e que vamos nos encontrar novamente.
Até a um dia amiga Joana.
PS: Um obrigada especial ao Duarte e à Vetmedis que fizeram de tudo para a salvar.
A vida é mesmo assim e, independentemente da espécie a que pertençamos, viemos a este mundo para viver e morrer.
É com o coração numa lástima e com as lágrimas nos olhos que dou-vos a conhecer a nossa amiga Joana que já não está mais cá.
Sinto que já esgotei as lágrimas logo, escrever é a forma de libertar o peso no meu coração.
A Joana, surgiu na nossa casa vinda do nada.
Era selvagem e sempre que tentávamos fazer um carinho era arranhadela na certa.
Adorava biscoitos e a seu posto preferido era na janela da minha cozinha onde uma tacinha dessas iguarias aguardava a nossa amiga constantemente.
Com o passar do tempo, lá eu e o António, conseguíamos começar a fazer um carinho na cabeça dela mas, sem exageros.
Respeitava-nos mas gostava do seu espaço. O seu carinho preferido era umas cabeçadas nas nossas pernas e uma arranhadela de vez em quando.
Adorava dormir dentro do carro na garagem!
Adorava beber água nas torneiras!
Adorava dar bolachadas no resto da gataria lá de casa!
Um dia deixou de comer e apercebemo-nos que era dos dentes.
Na Vetmedis extraíram-lhe os dentes e descobriram que a Joana era um XXY, uma espécie rara de gato que tem os dois sexos.
Para nós, continuou a ser a nossa Joana.
Ficou boa, veio para casa e foi feliz na nossa casa.
Hoje...infelizmente...morreu...
Ficou presa numa entrada de água e quando a tentamos salvar, era tarde demais...não conseguiu sobreviver vindo a morrer.
Não merecia morrer desta forma tão drástica!
Perdi uma amiga, perdi parte de mim...
A Joana, permanecerá dentro dos nossos corações, como continuam todos os outros animais, que morreram sem que conseguíssemos salvá-los.
Obrigada Joana por tudo o que nos ofereceste na tua passagem pela nossa vida! Cá em casa, vamos todos sentir muito a tua falta!
Um dia, sei que voltarás no espírito de um outro animal e que vamos nos encontrar novamente.
Até a um dia amiga Joana.
PS: Um obrigada especial ao Duarte e à Vetmedis que fizeram de tudo para a salvar.
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